Exatamente há um ano tudo o que tinha dado de desencontro para os dois resolveu se inverter. Não pense que também foi do acaso ou que caiu do céu. Teveram umas coisas pensadas e não pensadas.
Primeiro, teve o fato dele está com viagem marcada para o dia 21 de Dezembro 2007, uma sexta-feira, para visitar a família e passar o fim de ano em Natal. No dia 22, tinha uma confraternização do antigo local de trabalho e certamente ele iria lá. Talvez, seria uma boa oportunidade de reencontrá-la novamente. Porém, não foi dessa vez e acabou sendo melhor, pois os dois certamente ficariam meio por fora. O que aconteceu é que o rapaz acabou ficando em Porto Alegre mesmo, a tal da “crise aérea” o obrigou, só chegando em Natal no dia 24, às 23:30, quase não pega a ceia (coitado). O voo (agora é sem o circunflexo) fez escala/conexão em Curitiba, Brasilia, Rio de Janeiro e chegava em Recife. Ainda, esperou até o fim da noite para pegar o voo até Natal (o que importa é que chegou).
O segundo fato que colaborou foi a estratégica decisão de esperar passar o ano novo para visitar os antigos colegas de trabalho. Ficaria mais fácil de marcar algo, já que haviam passado os comprimissos com a familia e as esperanças estavam renovadas no início de ano (se é que entendem). Isso mesmo, mal intencionado declarado.
Terceiro ponto foi a estratégia de abordagem. Ele foi ao antigo local de trabalho, um dia após o primeiro feriado do ano, certamente por estar mais tranquilo o ambiente. Falou com todos, riu bastante e, quando teve chance, não hesitou em olhar para ela fixamente na direção do rosto, deixando meio claro o que estava fazendo ali. Também tentou conversar sobre algumas coisas com ela, mas notou que ali definitivamente não era o local. Então, como pegar o telefone dela? Pedindo a ela ou marcar algo (hum?) e não com ajuda dos outros. Sem intermediários. Resposta: Tentando combinar algo com o povo todo, mas sem combinar direito, apenas pré-agendando com uns e marcando com outros. Agora sim, facilmente pegou o telefone de todos, inclusive o dela (bingo!). No outro dia, no início da noite ligou só para quem interessava, ela. Finge que anotou errado o telefone do chefe para confirmar a tal saída com a turma de trabalho. Confirma a saída com chefe, que levaria sua namorada e liga novamente para ela confirmando tudo e insistindo pela sua presença. Ele não ligou para mais ninguém.
Ela já desconfiava das intenções do rapaz desde lá de Novembro, quando ele foi a trabalho à Natal e se reencontraram. Confirmou isso quando ele não parou de olhar e tentou conversar no dia anterior. Lógico que ela queria ir, mas estava esperando a iniciativa do rapaz. Além do mais, ela ainda resistia ao encontro porque já tinha escutado comentários que o rapaz tinha voltado do Sul um tanto ”carísmático” demais com as meninas (depois foi comprovado que eram apenas conversas desencontradas e não tão verdadeiras). Então, ligou para algumas amigas acompanhá-la, não queria ir só (de jeito nenhum!). Mas, devido alguns contratempos, acabou indo.
- “Vá! Estou sentindo coisas boas”, falou uma das amigas dela.
Quando ele estava chegando no local combinado, ela ligou confirmando que iria. Como ela não foi muito simpática, ele se preparou para um fora certo, não tinha nada a perder mesmo (isso acabou ajudando também). Esperou um tempo sozinho, mas chegou o casal de amigos (o chefe e sua namorada). Mais ninguém foi, talvez porque ninguém foi lembrado. O importante é que ela foi.
Daí em diante, ele contou todas as novidades para o amigo, falou dos planos para 2008 e hora ou outra falava-se em assuntos relacionados à computação. Mas mesmo com ela sentado ao lado dele, não foi tímido em ficar praticamente o tempo todo com o rosto virado para ela e mudar para assuntos que ela pudesse participar, inclusive as vezes falando só com ela. Assim foi a noite toda, muito divertida e agradável. Ele manteve a sua média de duas caipirinhas e ela meio que o acompanhou nas caipirinhas.
O arremate final foi quando o casal de amigos falou que iria embora. Todos pagaram a conta (ele não aceitou o dinheiro dela). Quando o casal de amigos se levantou e ela também, ele pretenciosamente não se levantou e, com a mão esquerda, segurou firme o punho direito dela e perguntou:
- “Você pode ficar mais um pouco?”
Com a mão direita, ele apertou a mão do casal de amigos e se despediu. Assim, ficaram sós, conversaram sobre eles, relembraram algumas coisas, apostaram que o telefone dele continuaria sem tocar naquela noite e… ”deu em casamento”. Se encontram no outro dia, depois no outro e no outro até ele ter que viajar.
Local do Encontro:
Bodega Bar
- Especialidade: PARA PAQUERAR
- Faixa de Preço: Não paga para entrar
- Endereço: Avenida Xavier da Silveira ,1898 – Morro Branco - CEP: 59075-450
- Telefone: (84) 3201-4140
- Horário:16h/2h (ter. e qua. 17h/0h; fecha dom. e seg.)
- Cartões de crédito: [Mastercard] [Visa]
“As 100 mesas ficam completamente lotadas às quintas, sextas e sábados, dias de música ao vivo. Para quem chega depois, restam altos tamboretes, típicos da região do Nordeste, para sentar. Estes ficam enfileirados em toda a lateral do bar junto a um balcão de apoio. Para reforçar a imagem da região, o cardápio é todo baseado em comidas sertanejas. A lingüiça vem de Caicó e é um excelente petisco. Destoa um pouco do ambiente a kafta no espeto, que é uma novidade da casa. Em dezembro foi construído um ambiente exclusivo para coquetéis, que serve caipifrutas. Da família das cervejas, o lugar oferece a linha Bohemia – versões tradicional, Weiss, escura e long neck.”
(fonte: Veja Natal)











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